Arte em Saúde

Uma Iniciativa dos Profissionais CAPSII, CAPSad e demais participantes

18 de Maio

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Arena Jaraguá

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Festa do Chocolate!

Todo mundo já se recuperou dos exageros da Páscoa? Já? Pois nós do CAPSII já estamos morrendo de saudades das guloseimas que rolaram na Festa do Chocolate e vamos colocar aqui fotos deliciosas, de lamber os beiços!


Alguns usuários e profissionais esperando para atacar!!!

Huumm

Huuuummm

Hhhhuuuuuuuuuummmmmm


Hhhhhhhhhuuuuuuuuuuuuummmmmmmmm
 E tinha frutinhas e salgados pra quem não gosta muito de chocolate.




E para quem sobreviveu a essas fotos... aguarde novas postagens!
Abraços,
Equipe CAPSII

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Tempo de mudança!

Finalmente mudamos de casa! Todo mundo do CAPSII estava esperando por ela há muito tempo e na última sexta-feira aconteceu. Nos mudamos para uma casa maior, com mais salas, um jardim com muito potencial e fica bem próximo da casa antiga.

Mudar nunca é uma tarefa fácil, mesmo que seja para melhor, requer paciência, planejamento, adaptação... e para nós não poderia ser diferente. Hoje foi um dia de adaptação para todos, os usuários nos ajudaram a organizar a bagunça que ainda restava da sexta-feira e os profissionais se desdobraram entre atendimentos e guarda-isso-organiza-aquilo. Enfim... apesar das bagunças e confusões essa mudança era muito esperada e é um reflexo do aumento do número de usuários que agora frequentam o serviço.

Vamos ver umas fotinhos da nossa antiga casa para matar a saudade?



Em breve colocaremos fotos da nova casa onde continuaremos a escrever muitas histórias!
E para quem ainda não sabe o novo endereço aí vai:
Rua João Picolli, n. 322, Centro - próximo a Clínica São Camilo.

Passa lá pra visitar a gente, vai?


Abraços,
Equipe CAPSII

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Eu só quero chocolate...

Essa sem dúvida é a postagem mais deliciosa que já fizemos. Isso porque hoje a tarde tem Festa do Chocolate no CAPSII em comemoração a Páscoa. Os usuários e profissionais se organizaram para preparar delícias e decorar a casa.
A comemoração destas datas festivas é muito importante para a integração dos usuários com a equipe e entre os próprios usuários que muitas vezes frequentam as mesmas oficinas mas nem se conhecem, além da importância de envolvê-los nas atividades que acontecem a sua volta para que possam sentir-se parte integrante da sociedade.
Agora você verá imagens fortíssimas, recomendo que, quem está de dieta, pare por aqui!

Profissionais se revezam entre atendimentos e chocolates....
 
"Não adianta vir com guaraná pra mim, é chocolate o que eu quero comer!"
 
Amanhã colocaremos fotos da festa...
Equipe CAPSII
 

terça-feira, 3 de abril de 2012

Automedicação - O remédio do Vovó

O costume da automedicação está tão disseminado em nossa cultura que raramente ficamos espantados quando alguém nos sugere determinado remédio para algum tipo de problema. Também não é raro que profissionais não habilitados façam as vezes de médico e “prescrevam” alguma substância que julgam ser boa para isso ou para aquilo. Mas o que há de errado nisso? Se acreditamos que “de médico e louco todo mundo tem um pouco”, então não pode haver problema. Ainda mais quando seguimos o princípio do “se não mata cura”. Muitas pessoas ainda dão preferência por esses métodos. Mas como explicar o sucesso de alguns tratamentos não aprovados pela ciência? A pergunta pode ser respondida com um exemplo comum. Algumas vezes temos pessoas com determinados sintomas e história clínica que apontam para o diagnóstico de um determinado problema. O diagnóstico pode ser exato e a medicação escolhida a mais correta possível. Mas quando o paciente não acredita no diagnóstico ou seu médico não foi convincente o resultado do tratamento fica ameaçado. É preciso “acreditar” no tratamento proposto e não existe forma de isso acontecer sem empatia, sem humildade, sem a capacidade de reconhecer a dor do próximo e sem informação tecnicamente precisa. É por isso que muitas vezes o “remédio da vovó” nos parece mais efetivo. Ele vem carregado de carinho, vem carregado de boa intenção. Mas é importante lembrar que isso não torna a prática menos perigosa. Apesar da boa intenção, muitas pessoas sofrem devido ao uso de remédios sem a prescrição médica. Seja cuidadoso com sua saúde, não tome remédios sem a indicação de seu médico e SEMPRE esclareça todas suas dúvidas antes de iniciar qualquer tratamento.

Daniel Medeiros - Médico Psiquiatra, CAPSII Jaraguá do Sul - SC

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O acolhe-dor...

Para iniciar bem a semana dedicamos aqui uma pequena homenagem a todos os acolhe-dores, em especial aos amigos da Saúde Mental de Jaraguá do Sul. Só quem é acolhe-dor sabe a impotância de saber ouvir.


Um forte abraço a todos os acolhe-dores!
Boa semana!
Equipe CAPSII

quinta-feira, 29 de março de 2012

Papo de quinta!

Hoje é quinta-feira e por isso, aqui no CAPSII é dia do "Papo de Quinta". Uma oficina onde usuários e profissionais, contam seus "causos" do dia-a-dia, conversam sobre diversos assuntos aprendem mais uns sobre os outros, enfim, jogam conversa fora. Como o clima hoje estava muito agradável ,a tarde aproveitamos nosso jardim para fazer a oficina ao ar livre.
"Papo de quinta" no jardim

E hoje também foi dia de visita, mas uma visita diferente, nós é que fomos visitados! E foi uma alegria receber estudantes do curso técnico de Enfermagem do Senac de Jaraguá do Sul. Os alunos estão estudando sobre Saúde Mental e vieram conhecer como funciona a rede da cidade. Conversaram com os profissionais que trabalham no CAPSII e CAPSad, com os usuários e no final ofereceram um delicioso (e bota delicioso nisso) café.
A equipe acredita na divulgação dos serviços de saúde mental tanto para atrair novos profissionais para esta área quanto para desmistificar os transtornos mentais.  

Falta de Lítio ou Problema de "lítio baixo"

Diversas vezes ao longo da prática clínica diária, recebi pacientes que diziam que seu problema (geralmente psíquico) era devido a "falta de lítio" em seu corpo. Resolvi escrever este post para esclarecer aos leitores sobre o funcionamento do lítio em nosso organismo.

O lítio (um metal alcalino que pertence ao grupo Ia da tabela periódica) foi introduzido na medicina como substância terapêutica por Garrod, em 1863. Contudo, águas e suspensões com elevado teor de lítio haviam sido utilizadas durante centenas de anos como "curas" para variadas doenças. Nos anos 20, o lítio era usado como anti-epiléptico e tonificante geral e o brometo de lítio como hipnótico. Nos anos 40, usava-se cloreto de lítio como um substituto do Cloreto de Sódio para doentes cardíacos que necessitavam controlar a ingestão de sódio. A sua utilização foi suspensa quando se descobriu a extrema toxicidade do lítio em presença de baixos níveis de sódio. A eficiência do lítio no tratamento de desordens maníacas reporta-se a Cade, em 1949. Esta aplicação do lítio foi rapidamente aceita na maioria dos países europeus. Contudo, só nos anos 70 é que o carbonato de lítio foi comercializado nos Estados Unidos para o tratamento da fase maníaca do Transtorno Afetivo Bipolar (TAB).

Fonte:
http://www.ordembiologos.pt/Publicacoes/Biologias/4_Litio%20--%2020Abr05.pdf

Feita essa breve introdução sobre o lítio, vamos ao assunto principal: "problema de lítio baixo". É importante deixar claro que nosso organismo não retém o lítio que está presente nos alimentos. Dessa forma, todo o lítio proveniente de nossa dieta é excretado (pois não é utilizado pelo nosso corpo). Assim, qualquer pessoa que for submetida a uma dosagem de lítio (litemia) certamente terá doses baixas de lítio no corpo a não ser que esteja fazendo um tratamento com medicamento a base de lítio.
Então, por que se faz exame de lítio?
A única indicação plausível de realizar uma litemia é para pacientes que usam lítio. Parece simples mas, na verdade, isso causa uma grande confusão entre alguns pacientes. O lítio tem sido utilizado com sucesso no tratamento de alguns distúrbios psiquiátricos sendo a sua principal indicação o TAB tipo I. Os pacientes portadores de TAB geralmente sofrem períodos de depressão alternados com períodos de euforia (mania). Assim, é comum vermos pacientes “aparentemente depressivos” fazendo o uso de lítio. Talvez essa seja uma das principais fontes da confusão em torno do lítio. Muitos pacientes acreditam que são depressivos por apresentarem uma baixa quantidade de lítio no sangue. Na verdade não existem exames laboratoriais que possam determinar se uma pessoa está ou não com depressão. O uso do lítio não se dá como uma terapia de reposição (ou seja, repor o lítio faltante para sanar um determinado problema decorrente dessa falta). É mais correto considerá-lo como uma terapia medicamentosa (como qualquer outro remédio). Usa-se lítio para “combater” uma doença. Pensar que a falta de lítio causa alguma doença é um erro.


Daniel Medeiros - Médico Psiquiatra CAPSII - Jaraguá do Sul/SC